É no suspiro que se deseja o nascimento
É na escuridão que se deseja o amanhecer
É quando a saudade aperta que desejamos o reencontro
É quando acaba que se aspira pelo prólogo
É quando o espetáculo acaba que o palhaço tira o nariz vermelho
É quando o capítulo da novela termina que a gente suspira de tédio
É quando o jogo de xadrez acaba e se deseja um nova partida
É toda vez que uma flor murcha e a natureza lamenta
É quando a gente lê a última página e quer voltar para a primeira
É quando o calor deixa o frio como lembrança
É toda vez que o beija-flor se cansa de visitar o girassol
É toda vez que a guerra abandona a paz
É toda vez que o batom fica marcado na camisa
É quando o espelho não sabe mais reletir
É quando o poeta não quer mais escrever
... e até chegarmos lá, a vida vai procedendo com os seus encantos
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