Tinta Negra - (Poema)


 Meu espírito clama por liberdade

liberdade que fora apagada pela tinta branca

liberdade essa que corre em minhas veias


Ainda sofro com o devaneio de uma vida simples

no entanto vivo como um cão abandonado


Oxalá se os outros nos conhecessem

Oxalá se eles sentissem o gosto das correntes 

Oxalá se eles buscassem compreender

Oxalá se eles mudassem de opinião


No final das contas tudo o que um homem quer

é a tão sonhada liberdade

Na esperança de ver o sol brilhar novamente

Neste celeiro de almas mortais

onde a tinta negra não se apaga

e a tinta vermelha não transborda 

o sumo cálice

onde os anjos sempre cantam

aos ouvidos de quem tais ofensas escutou

onde a paz se torne o dilema

do povo que não se cansou

onde o choro se cale sem ser mal ouvido

onde a vida se torne o futuro de um povo escolhido

onde a crença e a liberdade sejam sempre aceitos

onde a isonomia seja igual por direito

onde o amor seja sempre cultivado

e o ódio seja um dia erradicado

liberdade tem um preço

preço esse que foi pago

Postar um comentário

0 Comentários