Meu espírito clama por liberdade
liberdade que fora apagada pela tinta branca
liberdade essa que corre em minhas veias
Ainda sofro com o devaneio de uma vida simples
no entanto vivo como um cão abandonado
Oxalá se os outros nos conhecessem
Oxalá se eles sentissem o gosto das correntes
Oxalá se eles buscassem compreender
Oxalá se eles mudassem de opinião
No final das contas tudo o que um homem quer
é a tão sonhada liberdade
Na esperança de ver o sol brilhar novamente
Neste celeiro de almas mortais
onde a tinta negra não se apaga
e a tinta vermelha não transborda
o sumo cálice
onde os anjos sempre cantam
aos ouvidos de quem tais ofensas escutou
onde a paz se torne o dilema
do povo que não se cansou
onde o choro se cale sem ser mal ouvido
onde a vida se torne o futuro de um povo escolhido
onde a crença e a liberdade sejam sempre aceitos
onde a isonomia seja igual por direito
onde o amor seja sempre cultivado
e o ódio seja um dia erradicado
liberdade tem um preço
preço esse que foi pago
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