Querido diário! Vejo que não sou o único que passa por maus bocados. Meu pai foi motorista de ônibus durante muito tempo, até o dia de se aposentar. Hoje, ele é taxista e anda tem um carro simples. Já trocou tantas vezes de carro mais do que jogador troca de chuteira. Aos setenta e cinco anos de idade, eu vejo ele chegando, com seu carro humilde, com semblante caído e olhos cansados, cheio de stresse e derrotado pelo mundo. E quando aparece uma corrida para fazer ele dá graças a Deus pela dádiva celestial, como um menino que se molha na chuva. Sinto-me extremamente impotente ao saber que nada posso fazer para ajudá-lo. Por isso é que me estresso também. Por isso é que choro sem saber o que fazer. Penso que antigamente as coisas tenham sido de fato melhores. Não tenho certeza. Apenas sei que no dia do juízo final, Deus separará os bodes das ovelhas. Perma neço com este pensamento, e não há ninguém me faça voltar atrás.
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