Onde estão os poetas?
Onde estão os românticos?
Onde estão as águas cristalinas?
Pra onde foram os soldados?
Pra onde foram os otimistas?
E pra onde foram os desesperados?
Há muito que a fonte secou-se
e agora não há mais donzelas murmurando ao som do vento norte
a luz e a escuridão mudaram-se para lugar nengum e sabe-se lá quem foi o responsável
Não me rirei das tempestades noturnas, e muito menos gozarei dos frutos da calamidade
Há um caminho que leva o pequeno ás montanhas
Há um caminho que se trajeta
Há uma vela não se nega a reluzir
Há uma musa que desfila pelo despenhadeiro, onde a fila dos incrédulos aumenta a cada passo
onde as pétalas não deixam de exalar
o bom perfume dos soberbos
onde a serpente rasteja vagarosamente
e a sombra dos que já foram se torna o dilema dos profanos
Sei que o dia sobreviverá, e que bom vinho não perderá o seu sabor.
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