A tonalidade, o cheiro, o sol reluzente, nada disso era tão belo como ver Rodrigo e sua irmã, Patrícia andando juntos rumo à Universidade. Eles sempre costumavam pegar o atalho para chegarem mais rápido. Eles chamavam o atalho de "O Caminho dos Girassóis". Rodrigo foi ficando doente a cada dia, no entanto, ele mantinha a coragem e fingia não estar abalado para que Patrícia não esmorecesse. Patrícia era mais nova do que seu irmão e era cadeirante. Num certo dia, Rodrigo não conseguirá sequer levantar da cama, pois estava deveras debilitado. Patrícia, apesar de suas limitações, cuidou de seu irmão. Ela lhe disse que sairia de casa para ir à farmácia. Enquanto ela atravessava a rua, um bandido aparecerá ao lado dela. Ele tomou-lhe o dinheiro e disparada uma bala na têmpora da moça. Ela cairá no chão inconsciente. Os pedestres que estavam presentes mandaram chamar a ambulância. Rodrigo já estava achando estranho o fato de sua irmã demorar daquela maneira, mesmo sabendo que ela era cadeirante. Meia hora depois seu celular começou a tocar. Um vizinho que morava perto deles e que trabalhava no hospital ligou informando sobre a situação. Rodrigo começara a passar mal. Desta vez sua situação estava mais agravante do que antes. Ele desmaiaram e bateu com a nuca no chão concreto de azulejo. O ferimento causado devido ao impacto causou-lhe sangramento até a morte. O chão estava totalmente ensanguentado. Enquanto isso, Patrícia teve de passar por uma cirurgia arriscada, cirurgia esta que não trazia consigo nenhuma promessa de sobrevivência. Após vários anos em coma, Patrícia foi reintroduzir à sociedade. No entanto, ela não se reconhecia diante do espelho e nem tampouco conseguia lembrar-se de seu amado irmão Rodrigo. A única imagem que lhe vinha à mente era a imagem de um caminho repleto de girassóis à esquerda e à direita. Estando dentro de casa, ela olhou para a estante e pegou uma fotografia a qual mostrava os dois abraçados. A memória falhou novamente. Ela usou as mãos para impulsionar a cadeira de rodas e abriu a janela. Então ela viu o Sol majestoso que se revelava sem nenhuma covardia. Ela ficou olhando e olhando para o Sol. Sua respiração ficará ofegante. Então uma lágrima escorreu de sua face.

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